Devaneando sobre a moda low



Dentre tantas imagens que deslizam na timeline do meu Facebook essa imagem hoje, por acaso, chamou minha atenção. Foi postada por uma amiga querida num desses grupos de desapego, mas essa informação nada tem haver com o que me inquietou.

Me perdoem os "fashionistas" e os que de mim vão descordar, mas essa etiqueta mexeu comigo. (pausa para que a leia com atenção).

Não tem como ler o anúncio de uma peça de roupa “surrada” proposicionalmente, sem me lembrar de momentos remotos em que fui às compras com meus pais ou minha – eterna – vózinha. Era sempre a mesma coisa: "Oh menina, e você vai comprar essa roupa toda rasgada? Vai pagar caro por uma roupa que já parece velha?".

Realmente os teóricos têm razão quando dizem que somos frutos do meio em que vivemos. De tanto ouvi-los passei a dar mais valor aos centavos que chegam ás minhas mãos e hoje quem se choca com etiquetas como essas sou eu. E podem me chamar de mão de vaca, pobre de maré, ignorante da moda ou OFF das tendências, mas na minha cachola não faz sentido pagar verdadeiras fortunas por uma calça toda rasgada ou uma camisa com “desgastes e furos nos acabamentos propositais”.

“Ah, mas é da marca X...”, dirão as It Girls.

Filhote, pode ser da marca WZY!!! Eu não vou vestir a etiqueta e se o problema é seguir uma tendência “Low”, no armário com certeza deve ter uma peça que já faz todos os seus trajetos sozinha, de tanto que já foi usada, e ta louca pra ganhar uma customização e voltar pra pista.

Se joga nas taxinhas, spikes... e fica linda, com consciência e na moda!


Desculpa, mas sou dessas.  

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Juh Barreto

Apaixonada por Bytes e Bits, açaí e comida japonesa. Jornalista por amor, social media por função e blogueira por vocação. Quer continuar esse papo? Me manda um email: contato.tdm@gmail.com

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