Nojo de fazer parte da revolução que afunda o Brasil


São raros os momentos em que me permito sair da minha bolha de "mundo perfeito" (que para mim faz todo o sentido), para me expor ao mundo real. E embora para alguns isso possa parecer covardia ou imaturidade, eu prefiro tratar como mecanismo de defesa.

Somos diariamente bombardeados com um turbilhão de notícias ruins, atitudes e fatos que eu não posso mudar, sendo assim para manter a minha sanidade me permito preservar-me nem que pra isso precise, muitas vezes, me isolar numa bolha multicolorida, onde carrego todas as boas pessoas e os bons sentimentos que tenho em mim, e confesso custo a sair de lá.

Mas apesar de seguro, esse universo lúdico na maioria das vezes se dissolve com o choque de realidade, e são nesses momentos que me dou conta do mundo que existe lá fora. Duro, cruel, mas que é o meu habitar, e como dizem: é que temos pra hoje. 

Diante desta cascata de problemas que aflige o nosso país me envergonho de um dia ter ido às urnas fantasiada de vermelho, carregando uma estrela no peito e achando que estava revolucionando a nação através do meu voto. Que tola!

De fato, fiz parte de uma revolução. Uma revolução que conheceu a ascensão da classe média, o acesso dos menos favorecidos às universidades e a proliferação dos programas assistenciais. Uma revolução de alto preço, que hoje pagando com direito a duras correções.

São mais de 10 anos de uma forjada revolução, que me envergonha e me enoja. Fomos enganados, roubados e feitos de trouxa. E mais inocente que a minha bolha colorida, fomos todos nós que acreditamos no doce oferecido, que hoje nos foi tirado, como quem arranca de uma criança a esperança de poder confiar.

Quem me derá multiplicar essas bolhas e livrar-nos de todo o mal.

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Juh Barreto

Apaixonada por Bytes e Bits, açaí e comida japonesa. Jornalista por amor, social media por função e blogueira por vocação. Quer continuar esse papo? Me manda um email: contato.tdm@gmail.com

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